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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A impressionante história do Corvette



Muitos carros esportivos foram concebidos a partir da idéia de obter algo mais que uma simples competição. Foi o que aconteceu quando Harley Earl, designer da General motors e apaixonado pro carros esportivos, pediu aos executivos da empresa para construir um modelo capaz de competir com o Jaguar XK120, muito popular nos Estados Unidos. Como resultado, surgiu o Chevrolet Corvette.


O projeto Corvette teve início em 1952, em busca do "carro ideal", em moda na década de cinqüenta nos Estados Unidos. Os automóveis desse tipo, eram testados nas exposições americanas, para observar a reação do público. Muitos eram apenas modelos de exibição, longe da realidade, porém, alguns detalhes acabavam sendo incorporados nos modelos de série, anos depois.




O primeiro modelo da série com carroceria de fibra de vidro

O Corvette começou a ser fabricado em 1953, e foi o primeiro modelo de série com carroceria de fibra de vidro. Sua aparência era magnífica, mas infelizmente possuía o antigo motor "Blue Flame" da Chevrolet -seis cilindros e 3,8 litros-, e câmbio automático Powerglide de duas marchas. o câmbio não agradou ao público, pois a condução deixava muito a desejar.

O índice de vendas não foi muito alto. No final de 1954, as concessionárias tinham 1.500 unidades encalhadas, e o ambicioso projeto parecia ter chegado ao fim. Naquela época o automóvel custava US$ 3.523, quase o dobro do que pensava Earl na fase inicial. O Corvette acabou convertido em um automóvel para estudantes.

O Corvette C1

créditos: Bryn Gladding, Rob Clements

Um novo motor de oito cilindros em V

Em 1955, a Chevrolet introduziu seu novo motor de 8 cilindros em V, e as coisas começaram a mudar. o motor tinha potência de 210 CV, e o carro ganhou um câmbio manual de três marchas. a velocidade máxima alcançava 190 km/h com o motor padrão, e ainda havia a possibilidade de optar por um outro com dois carburadores, capaz de desenvolver 225 CV.

A cilindrada aumentou para 4,6 litros em 1957, e como item opcional, era oferecido o sistema de injeção Rochester, que mais tarde demonstrou ser pouco confiável, por isso foi instalado em apenas 240 unidades. o rendimento aumentou para 283 CV a 6.200 rpm -um número de revoluções muito alto para um V8 americano. A velocidade máxima atingia 215 km/h, a mesma que a do contemporâneo Jaguar XK140. No final de 1957, o carro também podia ser comprado com a caixa de câmbio sincronizada Borg-Warner de quatro marchas.

Mister Corvette

Graças ao nome que ficou conhecido como Mister Corvette, Zora Arkus-Duntov, o aumento de potência foi mantido. Em 1962, o motor rendia 360 cv, que agora era de 3.600 cc. Já em 1960, a produção ultrapassava as 10.000 unidades por ano, e a Chevrolet passou a recuperar parte de seu investimento.

O Corvette também nasceu para obter resultados nas pistas de corrida. Entre 1958 e 1963, esses carros ganharam ano após ano o campeonato da SCCA na classe B. Sob a direção do legendário Briggs Cunningham, alcançaram o oitavo e décimo lugar em Le Mans, em 1969: algo de grande êxito, com competidores como Ferrari e Aston Martin.

O Corvette C2 de corrida

créditos: Wouten Melissen

Sting Ray. Um verdadeiro Corvette?

Para alguns fãs, o verdadeiro Corvette nasceu em 1963, ano de lançamento do Sting Ray, que causou um verdadeiro frenesí. Com exceção do motor de 5,3 litros, era um carro totalmente novo, de estilo diferente e com faróis restráteis. E, além disso, tratava-se do primeiro cupê aerodinâmico disponível no mercado. O vidro traseiro era bipartido, e até hoje continua sendo um modelo muito procurado.

O Sting Ray aderia melhor à carroceria, com a suspensão idependente nas quatro rodas. A parte dianteira tinha triângulos sobrepostos com molas helicoidais e, na traseira, feixes de molas transversais com forquilhas mais baixas.

Haviam vários tipos de motor disponíveis, o mais potente era o de 360 cv. O câmbio podia ser manual de quatro marchas ou Powerglide automático de duas. Com o motor de 250 cv, o carro atingia a velocidade máxima de 235 km/h.

O Corvette C2 Sting Ray

créditos: Wouter Melissen

Um sucesso de vendas

Durante o primeiro ano, foram vendidas 21.513 unidades do Sting Ray. Foi a melhor cifra alcançada na história do Corvette, até o momento. Em 1964, o vidro bipartido foi substituído, e em 1965, o carro vinha equipado com freios a disco. Neste ano, o cliente podia optar por cinco tipos de motor; o mais potente, de 6,5 litros desenvolvia 425 cv.

O Corvette C2 sem vidro bipartido

créditos: Wouten Melissen

Porém o mercado continuava exigindo motores mais potentes, o que deu origem à versão L88 em 1968. Com 7 litros de cilindrada, desenvolvia 435 cv, e com ele, a velocidade do Sting Ray -que já não se chamava mais assim- era teoricamente de 275 km/h. nas pistas de corrida, esse motor rendia 560 cv, o que era uma cifra fabulosa considerando que funcionava com varetas de válvulas.

A versão de 1968 era algo diferente, inspirada no modelo experimental Mako Shark II.

O Corvette Mako Shark II

crédito: GM Media Archives

Em 1969, o Sting Ray passou a se chamar Stingray, finalizando a história desse carro. Porém, o Corvette goza de uma saúde de ferro. Mais de 118.964 unidades do modelo original foram construídas.



Ficha Técnica: Corvette StingRay
Tipo Corvette 1953-1969
Motor 6 cilindros em linha ou V8
Capacidade 3.800, 5.300, 6.400, 7.000 e 7.400 cc
Potência máxima 150-435 cv
Distribuição válvulas do cabeçote do motor, varetas de válvulas
Alimentação Carburadores ou injeção
Câmbio manual de 2, 3 ou 4 marchas; automática de 2 marchas
Tração traseira
Susp. dianteira independente: braços triangulares e molas
Susp. traseira independente: feixe de molas transversais e braços triangulares inferiores
Chassi cruciforme de aço
Versões conversível ou cupê, fibra de vidro
Comprimento 4.250-4.635 mm
Largura 1.830-1.750 mm
Distância entre eixos 2.500 mm
Bitola diant./tras. 1.450/1.500-1.490/1.510 mm
Peso 1.230-1.500 kg
Velocidade máxima 165-275 km/h
0-100 km/h 5,9 segundos (1962); 5,4 segundos (1968)
Produção total 118.964 unidades (continua sendo fabricado)


A marca Chevrolet Corvette é utilizada sob licença do proprietário: General Motors Company, USA.

reitrado de: AUTO COLLECTION. Edições Del Prado. São Paulo: 1999

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

especial - História Aston Martin









Em 1913, nasce um dos ícones da industria Automobilística com o nome de Bamford & Martin que foi fundada por Lionel Martin e Robert Bamford. Possuía um motor de quatro cilindros ao chassis de outro carro, eles produziriam em 1915 o seu primeiro automóvel.
Devido a sucessivas mudanças de dono em 1926 a marca é batizada com o seu nome atual, sendo ele inspirado na prova de subida de montanha de Aston Clinton e no seu fundador Lionel Martin. A Aston Martin sempre apostara na competição, mas devido a uma nova crise ela seria forçada a apostar nos carros para estrada (até ao inicio da II Guerra Mundial apenas tinham sido criados 700).
Com a compra da marca por David Brown em 1947 a marca iniciaria a produção de automóveis com as iniciais DB sendo lançado em 1950 o DB2. Mas foi com o lançamento do DB4 que a marca alcançaria a reputação, sendo ela cimentada pelo lançamento do DB5 em 1963.
A Aston Martin atravessou vários momentos difíceis sendo constantemente comprada, ela viria a ser novamente comprada em 1993 pela Ford. Graças a um grande investimento da Ford na inovação, a Aston Martin iniciaria um período de ascensão e estabilidade, período em que seria lançado o Aston Martin Vanquish.
Em 2005 a Aston Martin regressa à competição, criando para isso uma nova divisão, a Aston Martin Racing competindo com um DBR9 nas provas de GT e 24h de Le Mans.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Monza, uma história de sucesso






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Ele tem seis anos de mercado. E uma história de vendas maior do que muitos carros antigos ou clássicos

Para ter história, um automóvel não precisa ser um modelo clássico e muito menos ser antigo. O Monza está aí para provar que isso é verdade. Afinal, em apenas seis anos de fabricação no Brasil, esse modelo da General Motors já vendeu 430 mil carros, metade da comercialização do Opala em 20 anos de produção. Ainda por cima, o Monza foi líder de vendas por diversos períodos e conquistou três vezes o título de "Carro do Ano", inclusive este ano, eleito pelos jornalistas especializados.

A história do Monza tem suas origens por mais incrível que possa parecer na própria história do Chevette. Por volta de 1972, a Opel, divisão GM da Alemanha, foi escolhida como base para o desenvolvimento do carro mundial da GM, o Chevette (conceito que permite a construção do mesmo modelo em vários países e com intercãmbio de peças). Com ligeiras alterações, o carro seria fabricado inicialmente no Brasil (sedan), Inglaterra (hatch) e Argentina (quatro portas). Porém, a crise do combustível surgiu em 73 e o projeto foi arquivado como conceito de carro mundial. O Chevette passou a ser fabricado apenas no Brasil e Argentina.

Sem que ninguém esperasse, esse carrinho recuperou seu caminho e foi fabricado em diversos países, o que garantiu à GM uma nova força para reinvestir em carros mundiais. Em 1979, a Opel voltou a sediar um novo projeto de carro mundial, desta vez chamado "Carro J", ou seja, o nosso Monza. Esse projeto previa uma família de veículos totalmente nova: hatch, sedan e perua, com duas e quatro portas. Como o Brasil havia conquistado um bom conceito de fabricante de motores junto à matriz alemã, acabou "premiado": a GM brasileira faria todos os motores do "Carro J", para suprir o mercado nacional e todos os demais mercados mundiais. Inclusive, esse motor (de 1 .600cc) iria equipar alguns outros carros da GM nos EUA, como o Pontiac. Assim, a mecânica brasileira do Monza "mundial" iria para os EUA, Inglaterra, Japão, África do Sul e Austrália.

Como no final da década de 70 a moda no Brasil era o estilo hatch, este tipo de carroceria foi escolhido para ser o primeiro da família Monza a ser lançado aqui. E assim foi. Em abril de 1982, o primeiro Monza deixou a linha de montagem da fábrica de São Caetano (SP). Era equipado com motor de 1.600cc de cilindrada, transversal, tração dianteira, câmbio de quatro ou cinco marchas importado da lsuzu do Japão, suspensão dianteira independente e traseira bastante moderna, sem contar o estilo _moderno e aerodinâmico, ampla área envidraçada e grande espaço interno. Neste primeiro ano (1982) foram vendidos 33.745 carros no mercado interno e 127 unidades exportadas para alguns países da América Latina, como Colômbia e Venezuela. Ainda em 1982 surgiu uma outra versão de motor para o Monza: o 1.800cc, semelhante ao motor 1.6, porém com alterações no diâmetro do cilindro e no curso do virabrequim. Assim, começou a existir a opção de motores 1.6 e 1.8 para os Monza.

Em 1983, devido ao grande sucesso de vendagem, a GM promoveu diversos lançamentos na linha Monza: em março surgiu o sedan quatro portas, com carroceria de três volumes. Esse modelo procurava romper o conceito de que "carro de quatro portas é taxi", afinal era um carro luxuoso, e nada mais conveniente do que quatro portas para caracterizar esse tipo de modelo. Completando este ajustamento de mercado, foi lançado em setembro de 83 o Monza duas portas, para satisfazer o consumidor mais conservador.

Com três tipos de carroceria _hatch, sedan duas portas e sedan quatro portas_, os Monza contavam, na época, com dois tipos de acabamento: o básico e o SL/E, e mais dois tipos de motores, de 1.600 ou 1.800cc, álcool ou gasolina. Nesse ano de 1983 as vendas do Monza passaram a preocupar seus concorrentes, e ele terminou o ano como 55.090 carros vendidos no Brasil e 61 unidades no mercado externo.

Até 1985, apenas as alterações normais de mudança de ano, como acabamento interno, cores e introdução de detalhes: vidros elétricos, bloqueio central, ar-condicionado e direção hidráulica, mais um enorme pacote de itens opcionais que poderia até mesmo dobrar o preço do carro. No meio do ano de 1985, um deslize que desagradou muitos consumidores. Quem explica é Francisco Nelson Satkunas, gerente de Vendas-Sul da empresa, que participou inclusive do desenvolvimento do "Carro J" na Alemanha. "Estávamos com alterações previstas para 1986, mas o fornecimento de peças novas e o final de estoque das anteriores acabaram nos forçando a lançar essas alterações ainda no meio de 85. E como eram mudanças visuais, acabaram provocando muitas reclamações dos clientes que haviam comprado o carro do ano. Afinal, havia o Monza 85, e o Monza 85 e meio, que valia mais que o outro. Mas as mudanças eram inevitáveis e inadiáveis, pois os concorrentes estavam muito sofisticados", explicou Satkunas.

O Monza "85 e meio", ou "Fase II", como a fábrica o chama oficialmente, tinha as seguintes diferenças em relação ao anterior: espelhos retrovisores externos redesenhados, painel de instrumentos mais completo, acabamento e revestimento internos trocados, pisca da lanterna traseira na cor laranja, grade de refrigeração nova e outros pequenos detalhes que, quando somados, provocavam ira nos compradores do modelo "apenas 85".

Completando a família em 85, o Monza ganhou sua versão esportiva, o S/R 1.8, com carroceria hatch, rodas esportivas e detalhes que caracterizam este tipo de carro. Nesse motor, de 1.800cc de cilindrada, foram introduzidas mudanças no carburador (corpo duplo) e coletor, mais sistema de escapamento. Com isso, o carro ficou com velocidade máxima de 180 km/h, segundo o fabricante, acelerando de 0 a 100 km/h em cerca de 11 segundos e 106 CV de potência. Atualmente, o S/R só é disponível na versão de 2.000cc de cilindrada, a álcool, com carburador de corpo duplo e 110 CV de potência a 5.600 rpm, o que rende, conforme o fabricante, cerca de 185 km/h de velocidade, sem diferenças para os motores do SL/E e Classic.

Mais lançamentos

Até 1985, o Monza já alcançara a marca de 251.040 veículos vendidos, tanto no Brasil como no Exterior, através de exportações. Em 1986, logo em janeiro, foi lançado o Classic, a versão top da linha, com detalhes de acabamento bastante luxuosos, com ar-condicionado, câmbio automático, direção hidráulica e acabamento bastante diferenciado das demais versões. O câmbio, por exemplo, é o modelo THM 125, da Hidramatic Division da GMC, que equipa diversos modelos, inclusive de outras marcas, em todo mundo.

Em setembro de 1986, o último lançamento da linha Monza: o motor de 2.000cc de cilindrada, que fornece mais torque e proporciona maior economia de combustível: são 110 CV a 5.200 rpm, contra 95 CV a 5.600 rpm do motor 1.8. Neste ano, o Monza bateu seu recorde de produção, com 81.960 carros para o mercado interno, 397 exportados montados e mais 10.955 exportados CKD (desmontados). No ano passado (1987) nenhuma mudança básica, pois o carro continua a vender bem.

Para a linha 88, a GM introduziu pequenas alterações em seus carros. Pára-choques, spoilers, rodas, lanternas traseiras e detalhes de acabamento foram mudados. A principal alteração mecânica ficou por conta de uma coluna de direção regulável em cinco posições. E agora o Monza tem as seguintes versões: SL, SL/E, Classic e S/R, todas com opção de motor 1.8 ou 2.0 litros. Uma curiosidade foi a espécie de uniformização de linha que a GM promoveu: o sucesso e boa imagem do Monza são tão marcantes que agora todos os carros das linhas Opala e Chevette são parecidos com o Monza.

Atualmente, o Monza, ou "Carro J", é fabricado em diversos países ou exportado para outros mercados, ainda numa primeira geração, mas com as alterações que cada tipo de mercado exige. Assim, encontramos o mesmo Monza travestido de Cadillac Cimarrom, Chevrolet Cavalier, Pontiac J-2.000 e Buick Sky Hawk, nos Estados Unidos; Aska, no Japão; Camira, na Austrália; Ascona, na Alemanha e toda Europa e Vauxhall Cavalier, na Inglaterra. Alguns diferem na motorização, outros no acabamento e outros ainda na parte estética, mas praticamente é o mesmo carro em todo mundo.

E qual será o futuro desse carro, que em seis anos tirou o sono dos concorrentes e se transformou na aspiração de muitos motoristas brasileiros? Segundo Satkunas, a longevidade do Monza está garantida não só pelo potencial que o carro ainda tem. "A garantia do sucesso do Monza em todo mundo se deve ao fato de além de ser um bom veículo, seu projeto ter nascido como um todo, nada foi adaptado ou herdado de outro veículo. Dai a aceitação do Monza, um carro que veio para ficar e fazer história", concluiu.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ESPECIAL - CITRÖEN - HISTORIA

1919
Muito cedo, André Citroën prepara a reconversão da fábrica de armamento de Javel, em Paris.

No final de 1919, são já fabricadas 30 viaturas por dia. Inspirado no modelo americano de Henry Ford, André Citroën importa os modernos métodos de trabalho industrial que lhe permitem a fabricação em série de automóveis económicos e robustos.

A política da Citroën é a democratização do automóvel - o sonho da altura de fabricar 1000 viaturas por dia é prova disso.

1925
A Citroën cria e desenvolve a sua rede comercial: os 200 agentes de 1919 sobem rapidamente a 5000 em 1925.

Depois do sucesso da Primeira Travessia do Saara em 1923, chega a vez da Travessia Negra, uma viagem de 16 homens e vários veículos, ao longo de 20.000 km em África, em parceria com o Museu de História Natural de Paris.

Em 1925, a produção anual atinge já a cifra volumosa de 61.487 veículos
1933
A crise económica mundial atinge duramente a indústria automóvel francesa e provoca uma quebra na produção.

No entanto, André Citroën mantém-se fiel às suas teses - produzir mais, baixar os preços - e continua a produzir cerca de 1000 veículos por dia e lança o modelo de tracção à frente, desenhado no atelier do Engenheiro André Lefebvre.

Em 1933, a produção anual atinge 71.472 veículos.

1948
O 2CV, desenhado com a especificação de transportar 4 pessoas e 50 kg de batatas, revoluciona o mercado automóvel e torna-se rapidamente num sucesso estrondoso.

A fábrica de Levallois, adquirida pela Citroën em 1929, torna-se a casa do 2CV; é a única fábrica da empresa com um sector de carroçarias e um sector de mecânica.
1955

No Salão de Paris, vem ao público o DS 19. Tracção à frente, motor 1911 cm3, caixa de 4 velocidades, 140 km/h, 10l/100 km.

O mundo inteiro comenta este acontecimento que vem mudar a história do automóvel. Viatura revolucionária não apenas pelas suas formas aerodinâmicas mas também pelas inovações tecnológicas, o DS aparece equipado com a suspensão hidropneumática com correcção automática da altura.

O sucesso é imediato: em três quartos de hora, 749 encomendas. Ao fim do primeiro dia, 12000. O DS produz-se por mais vinte anos, até Abril de 1975.

1968

Em Maio, o Méhari, um modelo original para uma utilização variada vem enriquecer a gama dos pequenos Citroën bi-cilindricos. Motor 602 cm3, 3 Cv, 105 Km/h.

A carroçaria em plástico anula os riscos de corrosão e oferece uma resistência acrescida aos pequenos embates. Pick-up de 4 lugares.

De Maio de 1968 a Dezembro de 1987 são produzidos 144.953 unidades do Méhari 4x2.

1974

Apresentado no Salão de Paris, o Citroën CX 2000 vem enriquecer a oferta da Marca:
1985 cm3, 10,5 l/100 km. Caixa de 4 velocidades, 174 km/h.

O Modelo é o resultado da evolução técnica da Citroën. Motor e caixa de velocidades de montagem transversal à frente, suspensão hidropneumática de altura constante às quatro rodas independentes, travagem por discos à frente com duplo circuito assistido.
1984


No ano de 1984 assiste-se ao lançamento de diversas novidades, em vários segmentos.

Em Março, aparece o Visa Diesel e o Visa Olympique, uma edição especial limitada a 3000 unidades. Seguem-se, nos meses seguintes, o CX Leader, o Visa 14 TRS, o BX 19 GT, o GSA Chic, e o CX 25 Gti Turbo.

Em Outubro, a Citroën lança o C15 E e o C15 D, dois pequenos utilitários com 570 kg de carga útil construídos sobre a plataforma do Visa. A mecânica robusta e a performance do modelo asseguram-lhe um sucesso imediato.
1989


Enquanto novos lançamentos reforçam a oferta do BX e do AX, a Citroën inova novamente com o topo de gama XM.

O aparecimento do XM assinala também a estreia da suspensão hidroactiva num veículo de série. Associando a força e conforto da tecnologia de suspensão activa com a inteligência da electrónica, o XM atinge um nível ímpar de conforto na condução e segurança activa.
1990


Mantém-se o ritmo acelerado de novidades em toda a gama de modelos Citroën.

Na gama comercial, a Citroën lança dois novos veículos utilitários eléctricos: o C15 e o C25.

O XM ganha o troféu de "Carro do Ano 1990" em França, acumulando catorze distinções nacionais e internacionais.



1996


Em Outubro, pelo quarto ano seguido, a Citroën ganha o título de construtores do Campeonato do Mundo Todo-Terreno, com Pierre Lartigue como piloto e Michel Périn como co-piloto.

A rede Citroën estende-se a 10.110 pontos de venda em todo o mundo, 4.000 dos quais em França.

A gama de veículos é renovada com a chegada de dois novos modelos: Saxo e Berlingo.

1999


A Citroën entra em força no Campeonato Mundial de Rallyes, abandonando as competições Todo-Terreno depois de um sucesso estrondoso.

O ano fica marcado pelo lançamento mundial de um modelo inovador que desperta paixões e admiração: o novo Xsara Picasso.
Uma berlina compacta monovolume com um estilo original e inspirador.
2001


Seguindo a tradição de excelência em veículos de topo de gama, a Citroën lança o Citroën C5, com uma forte campanha centrada na ideia da tecnologia ao serviço do cliente.

A suspensão hidractiva de última geração é um de vários argumentos tecnológicos que suportam a conceito de um veículo moderno e inovador que oferece uma experiência de condução e conforto incomparáveis.

2002


E chega o Citroën C3! A vida é bela!

Com um novo conceito estético, o Citroën C3 depressa se afirma como um campeão de popularidade, fazendo as delícias de um público jovem que aprecia um automóvel com uma estética sedutora desenhado para uma vida em movimento.


2003


Enquanto o C3 fazia as delícias dos clientes, afirmando-se como um grande sucesso comercial com uma enorme popularidade junto do público, a Citroën volta a agitar o mercado com um modelo verdadeiramente original: o C3 Pluriel.

Com um novo conceito, adaptado à vida moderna, o C3 Pluriel é um 5 em 1, com várias configurações possíveis: berlina, berlina panorâmica, cabriolet, spider e até pick-up.


A Citroën volta a inovar no segmento dos utilitários com o muito desejado Citroën C2.
Apresentado ao público à volta da ideia de urbano-desportivo, o novo Citroën C2 apresenta-se como o automóvel ideal para uma utilização citadina: versátil, esteticamente desafiador e com performances aguerridas.

2004


O ano de 2004 anunciou-se como o período de revolução da gama.

Depois do sucesso dos compactos C2 e C3, a Citroën preparou o excitante C4, um modelo de gama média que completa uma nova geração de automóveis marcada pelo dinamismo do design, pela inovação tecnológica e por uma nova visão do futuro do automóvel.




2005


Em Portugal, o Citroën C4 é agraciado com o troféu Carro do Ano -Volante de Cristal 2005.

A gama de veículos compactos fica agora completa com o lançamento do Citroën C1, projecto comum com a Peugeot e a Toyota.
O Citroën C1 veio dar continuação ao período de revolução iniciado em 2004. Atraente, compacto e à vontade no trânsito da cidade, o C1 tem um estilo arredondado que inspira simpatia, e oferece uma habitabilidade e maneabilidade excepcionais, com um nível de segurança ímpar para o seu segmento.

2006


É o ano da estreia mundial do Citroën C6, um veículo topo de gama, herdeiro da tradição, design e einovação da Marca.

5 estrelas EuroNCAP para a protecção dos adultos, 4 estrelas para a protecção das crianças e sobretudo 4 estrelas para o choque peões.


Bem vindo ao Visiospace!

A Citroën alarga a sua oferta de monovulmes com o lançamento do Grand C4 Picasso.
Um veículo de 7 lugares que prima pela visibilidade, luminosidade, conforto e modularidade.

2007


Em Portugal o Grand C4 Picasso recebe o Troféu Carro do Ano - Volante de Cristal.


Ao Grand C4 Picasso junta-se o C4 de 5 lugares, também ele um monovolume de referência no que respeita à visibilidade, luminosidade, modularidade e conforto, a provar que uma boa ideia nunca vem só.


A seguir vieram o C-Crosser, o SUV da Citroën, em 2008 o Nemo e em 2009 o novo C5...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

História da Volkswagen







Por Fernando Rebouças

A KDF era uma empresa estatal alemã, cuja proposta endossada por Adolf Hitler, era o desenvolvimento de uma carro novo, econômico e popular. O projeto foi elaborado por Ferdinand Porche e batizado inicialmente de KDF Wagen.

Posteriormente, o carro ficou conhecido pelo nome de Volkswagen, que em alemão significa “Carro do Povo” ( volks = povo ; wagen = carro). No Brasil, o carro ficou conhecido pelo nome Fusca.

Anos depois, a fábrica, que tinha sido destruída durante a Segunda Guerra e reconstruída pelos ingleses, passou a ser chamada de Volkswagen e privatizada. O seu primeiro projeto, o Fusca, tornou-se o carro mais popular do século XX, e alcançou sucessos de vendas no mundo inteiro, depois de ter conquistado o mercado norte – americano.

Inicialmente, os norte – americanos rejeitaram o Fusca por preferirem “carrões”, e ainda rejeitavam a marca Volkswagen por esta ser herdeira de um projeto nazista. A marca Volkswagen e o produto Fusca teve que ser trabalhado de maneira doferenciada e inovadora nos anúncios publicitários na mídia estadunidense.

A agência Doyle Dane Bemback realizou peças em revistas com fundo branco e uma pequena foto monocromática do Fusca ao fundo e no rodapé o slogan : “Thinks Small” (pense pequeno). Foi uma maneira de se diferenciar dos anúncios publicitários dos “carrões”; afinal o Fusca era pequeno, mas econômico e eficaz.

A sede mundial da Volkswagen fica em Wolfsburg, Alemanha. O grupo empresarial que investe na fabricação dos carros volk´s também é proprietário das marcas Audi, Bentley, Lamborghini, Seat e Skoda.

A Volkswagen se instalou no Brasil, em 23 de março de 1953. No país possui cinco fábricas, a e Anchieta, São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos, estas no estado de São Paulo; São José dos Pinhais, no Paraná; e Resende, estado do Rio de Janeiro.